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domingo, 7 de abril de 2019

CAPITULO IV





Terça feira após a aula passei na loja, mas novamente Dani não estava no lugar dela estava um funcionário. Achei estranha a cena, não me contive e entrei comprei um quilo de ração pra cães e na hora de pagar com muita simpatia perguntei por ela.

-- Senhora Danielle foi ao hospital levar Dª Maria. – me disse com naturalidade.

-- Dª Maria? Minha avó? – perguntei assustada.

-- Não sei se é a tua avó, sei que ela tem uma neta a Isa. – gelei ao ouvir aquilo.

-- Em que hospital elas estão?

-- Já chegaram. – sem ouvir o resto sai correndo pela rua, entrei correndo pela casa. Subi e ouvi a voz de Dani.

-- Não senhora. A senhora tem que se cuidar. Não pode de maneira alguma entrar naquele banheiro por enquanto. Vou desinfetá-lo primeiro. E também tem que pedir pras tuas netas não usarem este aqui. – falava em tom áspero.

-- Levando bronca vó? – brinquei ao ver que ela só ria ouvindo Dani.

-- Bronca boa minha filha. Dani só quer o meu bem.

-- Estou vendo. E esse teu braço ai o que houve? – perguntei sentando na cama ao lado dela.

-- Nada demais. Apenas um cortinho bobo.

-- Cortinho bobo? Perdeu litros e mais litros de sangue. Ensopou a casa – falou Dani, que como sempre estava linda. Usando uma blusa branca manchada de sangue uma bermuda na cor preta e uma sandália de salto alto.

-- Mas como isso foi acontecer vó?

-- Filha tava lavando a louça do café assim que saíste, o telefone tocou muito estabanada que sou molhei o chão da cozinha e fui atender com o copo que estava lavando nas mãos, ao voltar pra lavar a louça escorreguei na água e me apoiei com o copo na mão. Que bateu na pia e cortou o braço.

-- Nossa vó que perigo. E Luzia onde estava?

-- Ela mal chegou e já saiu, foi resolver um problema do neto na escola.

-- E por que não me ligaste?

-- E te incomodar no segundo dia de trabalho? Ou tirar a Isa a aula? Bem capaz. Chamei a Dani, que a amo como minha neta e sei que ela poderia deixar qualquer um dos meninos ali.  – Vó falou olhando pra Dani com carinho. E eu acompanhei o olhar.

-- Obrigada por ter ajudado a minha vó. – me dirigi a ela.

-- Que nada não precisa agradecer. Dª Maria é uma mãe pra mim, e fiquei muito feliz em ajudá-la. Agora preciso dar um jeito de desinfetar esse banheiro para que a senhora possa usar com calma, e depois precisarei ir. Nem sei quem ficou no caixa. – falou pegando o álcool.

-- Ei pode deixar. – disse levantando as pressas e pegando o álcool de suas mãos. - Eu faço isso e enquanto eu limpo o banheiro você toma um banho e pega uma roupa minha, não pode ficar o dia inteiro usando essa sua blusa manchada de sangue.

-- Mas não precisa dou um pulinho rápido em casa e me troco. – disse tirando seus olhos dos meus.

-- Não mesmo faça o que Claudia disse minha filha, tome um banho tire o meu sangue de ti, e coloque uma roupa limpa dela.

-- Mas Dª Maria. Não há necessidade. – meio que gaguejou.

-- Não estou pedindo. – vó falou em tom ríspido.

-- Ta bom. – concordou sem chance. – Mas só antes preciso saber quem ficou no caixa.

-- Lucas. – respondi

-- Viu tua loja este em boas mãos. Agora vá lá com Claudia que te emprestará o banheiro e uma camiseta.


Apenas sorri e encaminhando Dani pro meu quarto mostrei-lhe o banheiro, dei-lhe toalha limpa.


-- Vá tomando banho enquanto vejo uma camiseta para você. – Disse olhando em seus olhos que me encaravam sem nada demonstrar.

Ela foi pro banho e eu fiquei ali, sem acreditar que Danielle estava no meu banheiro. Abri as portas do meu roupeiro e fui à cata de uma roupa pra ela, “puta que pariu bem que eu poderia ter tido uma fase feminina ao menos teria ao menos uma blusa pra mulheres no meu guarda roupa.” – atirando inúmeras camisetas em cima da cama, não achando nada que combinasse minha fêmea corri ao quarto da Isa, lá encontrei várias. Carregando umas três pelas mãos entrei sem bater no quarto.

-- Oi desculpa. – falei quando a vi somente de top branco e bermuda com duas camisetas nas mãos.

-- Nossa que susto! – exclamou se cobrindo com uma delas.

-- Entrei assim por pensar que ainda estivesse no banho. – gaguejei olhando sua pele que estava descoberta.

-- Gostei dessa – me esticou uma vermelha que trouxe de Paris. - óbvio que com a Torre Eiffel brilhante.

-- Linda. – falei sem piscar -- quer dizer a camiseta é linda. Pode usá-la se quiseres, mas tenho essas aqui de Isa. – estiquei o braço mostrando a ela.

-- Prefiro essa se me permitires.

-- Toda sua. – fiquei parada olhando a bela cena.

-- Então posso me trocar? – disse pedindo que eu saísse do quarto.

-- Ah sim desculpa. – sai atrapalhada pelo corredor a fora.


Voltei para limpar o banheiro da Vó. Desinfetar algumas coisas, afinal ela estava com vários pontos na pele. Quando vi Dani estava parada atrás de mim linda como sempre, ainda mais como uma camiseta minha, mas embora que não quisesse eu teria que concluir que uma simples camiseta mesmo que tenha vindo direto de Paris não fazia muito o estilo dela.

-- E então? – me perguntou dando uma voltinha -– como estou na versão Claudia?

-- Linda, mas prefiro na versão Dani. – disse-lhe sem me importar com minha avó deitada na cama. – Que tal nós deixarmos essa camiseta com sua cara?

-- Mas como? – perguntou olhando pra vó Maria.

-- Faz assim vai pro meu quarto e tira a roupa. – falei largando o álcool em cima da cômoda.

-- Nossa isso esta ficando pornográfico hein Claudia! – vó Maria falou ao ver Dani indo em direção ao meu quarto tirar a roupa.

-- Ai vó quem me dera. Mas só vou arrumar a roupa pra ela. – rindo fui em direção ao quarto.

Quando cheguei, ela já estava com uma toalha enrolada e com a camiseta nas mãos. – Nossa dava o mundo pra tirar aquela toalha.

Peguei a camiseta corri pro quarto da vó e com ajuda dela mudamos a camiseta, demorou um pouquinho, mas valeu à pena. Entrando no quarto vi Dani deitada em minha cama, coberta com uma parte da colcha. Me aproximando lentamente, pude ver que ela dormia profundamente.

Analisando seu rosto em repouso, fiz menção de querer acarinhá-la, mas não seria justo, não com ela dormindo, há muito custo pus a camiseta em cima da cama, fechei as cortinas para deixar o quarto escuro e sai. Fui até o quarto da vó Maria ver se ela não precisava de nada e desci com um livro nas mãos. 

Era um romance antigo de uma coleção imensa, confesso que não conseguia me concentrar na leitura, ficava pensando somente naquela linda beldade em minha cama.

Antes mesmo de eu chegar ao terceiro capítulo ouço passos na escada, por instinto vi Dani descendo, fisionomia de sono, lindamente vestida com a camiseta que tinha acabado de customizar pra ela, exatamente do jeito que ela gosta, gola aberta, um ombro a mostra coberto apenas pela fina alça do top branco que usava.


-- Oi. Desculpa acabei pegando no sono.

-- Não há motivo para pedir desculpas, na verdade eu que tenho que pedir, afinal você só dormiu por que eu demorei a arrumar a blusa. – falei fechando o livro e levantando a espera que ela descesse todos os degraus da escada.

-- Ficou perfeita. – sorrindo falou – pode deixar que amanhã mesmo a entrego. – completou quando chegou ao meu lado.

Sentindo o perfume dela que continuava o mesmo, mesmo ela tendo tomado banho com o meu cheiro.

-- Presente meu a você. – limitei a dizer olhando em seus olhos.

-- Não precisa faço questão de devolver.  

-- Você quem sabe! – falei magoada com a reação dela.

-- Bem acabei de ver Dª Maria, que dorme profundamente.

-- Pelos remédios. - interrompi

-- Isso. Então como ela já está bem e em casa vou pra loja. Não apareço lá desde cedo. – Disse indo em direção à saída.

-- Dani, espera!

Ela virou em minha direção fazendo com que meu olhar encontrasse com o dela e meu coração disparasse querendo sair pela boca.

-- Precisamos conversar. – balbuciei.

-- Sobre? Se é pra agradecer pelo que eu fiz por Dª Maria, não precisa. Fiz de muito bom grado e faria tudo novamente se preciso fosse. – disse já virando novamente em direção a porta.

-- Na verdade queria te pedir desculpas pela minha reação na tua casa.

-- Não precisa. – virando-se mais uma vez pra mim. –- sei que bebeste demais e eu me deixei levar pelo momento pela curiosidade, apenas isso.

-- Mas....
-- E foi até bom. Por que pude perceber que não sou chegada à coisa. Gosto do meu marido. Da minha vida e de ti quero apenas amizade. – me interrompeu virando as costas e me deixando sem saber o que falar sozinha na sala com aquele livro nas mãos.

Sem reação sentei na poltrona, segurei minha cabeça com as mãos e me deixei levar pela emoção, chorei querendo que minha dor fosse embora com aquelas lágrimas que saiam dos meus olhos.

-- Mana. Aconteceu alguma coisa? – disse Isa entrando em casa me vendo sentada no sofá com os olhos inchados.

-- Nada meu amor – respondi em um filete de voz.

-- E a vó? Ela esta bem?

-- Sim está deitada.

-- A essa hora? O que aconteceu aqui? – perguntou já subindo as escadas correndo indo pro quarto da vó. Encontrando ela sentada na cama assistindo a novela das seis, comendo o lanche leve que havia preparado pra ela enquanto Dani dormia em minha cama.

Descendo minutos depois após vó ter contado cada fato ocorrido no dia pra ela.

-- Por que estás chorando? Estas nervosa com o que aconteceu com a Vó? – disse sentando ao meu lado –- mas ela está bem. Apesar da irresponsabilidade dela em não nos dizer nada. Dani cuidou muito bem dela.

-- Sei disso, em relação à vó to tranqüila Isa.

-- Mas então aconteceu alguma coisa com o trabalho?

-- Não. Lá está tudo perfeito.

-- Então o que é Clau?

-- Nada demais Isa. – me limitei a responder subindo – tem comida pronta no fogão.

-- Claudia Carolina desça já aqui e pare de me tratar feito criança. Estas com problemas vamos conversar. O que aconteceu? – Berrou

Vendo que eu não iria descer subiu atrás de mim.

-- Mana o que aconteceu?

-- Nada Isa, mas que coisa. – falei irritada deitando na minha cama.

-- Por favor, te abre comigo. Sou tua irmã, só quero o teu bem, não fica com essa angústia só contigo. – disse sentando ao meu lado na cama.

-- Sabe o que é Isa, existem certas coisas que não precisamos falar que não tirará a dor aqui de dentro da gente. Precisamos apenas dormir e deixar que o tempo se encarregue do resto.

-- Entendo e sei disso, mas antes de dormir, será que não mereço um abraço? – disse abrindo os braços -- pode ajudar, ao menos saberás que não estás sozinha nessa caminhada.


Vendo-a tão linda ali com aquele rosto de criança pura ingênua me mostrando todo o amor que sente por mim sentei na cama e a abracei, de retorno recebi o melhor abraço de todos, o mais apertado o mais puro. Me deixando levar pela emoção mais uma vez deixei minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto.

-- Mana, eu to aqui. Nada nem ninguém agora poderá te fazer mal – dizia em tom suave no meu ouvido. -– Fala pra mim o que está acontecendo. – sem conseguir dizer uma palavra só apertava o corpo dela em direção ao meu. –- Não precisa ser agora. Quando estiver pronta conta comigo. – alisava carinhosamente meus cabelos. 

Sinceramente aquele abraço foi o maior e melhor calmante que poderia existir. Fez com que eu parasse de chorar e me sentisse segura em me abrir com ela.

-- Isa, sabes que a mana curte mulheres?

-- Sei. E a torcida inteira do Inter sabe né?

-- Pois então. A mana se apaixonou por uma mulher.

-- Aquela que te levou daqui e fez com que a vó chorasse dia e noite sentindo saudade tua?

-- Também. Ela foi um amor verdadeiro em minha vida, pena que não me amou da mesma maneira. Mas depois que cheguei aqui conheci outra mulher que mexeu comigo de uma maneira estranha.

-- E essa mulher por acaso é a Dani do Pet?
-- Como sabe Isa?

-- Vó que fofocou agora, disse que sentiu um clima estranho entre vocês.

-- A vó falou isso?

-- Claro nossa véia é antenada, sabe de tudo o que acontece na volta dela. – comentou sorrindo.

-- Pois então ela mesma. Só que ela é casada com um homem. E não me quer. – falei com os olhos cheios de lagrimas de novo.

-- Entendo mana. Mas assim não sei o que te dizer, é o risco que vocês correm de se apaixonarem por mulheres que não curtem mulheres.

-- Verdade. Mas só mulher burra né Isa?
-- É? E qual mulher inteligente consegue mandar no coração?

-- Não conheço meu amor.

-- Então mana, dê tempo ao tempo. Saia, conheça outras pessoas, outras mulheres, se abra pra vida. Ficar chorando em casa que não será a solução.


Realmente era isso que eu precisava fazer, mas não naquele momento.

-- Sei disso, mas agora só preciso dormir um pouco.

-- Isso mesmo, durma que amanhã será um novo dia. O sol estará no céu de novo, e tua dor será um pouquinho menor, até ela desaparecer por completo.
Disse beijando meu rosto, cobrindo meu corpo com o lençol e saindo, me deixando ali com meus pensamentos até adormecer.


Trabalhei normal naquela quarta feira, aula manhã e tarde, até as 15 horas na verdade, passei pela loja e me controlei para não olhar a procura de Dani, estacionei o carro na garagem, Baruque reconhecendo o barulho já começou a fazer festa, entrei pelo portão do quintal brinquei com ele que acabou sujando minha roupa inteira, falei com Luzia, que devido ao acidente da vó ficaria o dia inteiro de agora em diante e subi ao encontro dela.

-- Oi vó.

-- Oi minha filha estás melhorzinha?

-- Depende em que sentido vó. A escola hoje foi bárbara, até agora não peguei turma ruim, tudo indo às mil maravilhas.

-- Senta aqui. – batendo com a mão na cama para que eu ficasse junto dela. Aproveitando o convite me aninhei em seu colo.

-- Sabes que não falo da escola né Clau? – disse acarinhando meus cabelos.

-- Mas na minha vida não tem mais nada que possa me preocupar a não ser a senhora, Isa e o meu trabalho – disse sem olhar pra ela.

-- Tudo bem, se preferires te fechar em copas, tudo bem, mas sou vivida e sei o que está acontecendo.

-- Vó sei que a senhora é uma mulher vivida e estará sempre ao meu lado me apoiando, - olhando em seus olhos quis parecer o mais calma possível -– mas existem certos caminhos que a gente escolhe que têm muitos espinhos que infelizmente nos machucam, e, seja lá por burrice, persistência, ou seja, lá o que for, a gente não consegue retornar, encontramos forças de onde não temos para que possamos passar por todo ele e chegarmos inteiros do outro lado, eu estou nesse caminho. Entrei por ele, percebi que teria mais espinhos do que flores, mas mesmo assim segui em frente e seguirei, me arranhando passo a passo. Por que já andei muito, muito mais que o esperado, e agora mesmo que eu queira voltar atrás não tem como.


-- Eu sei minha filha... – apoiando novamente minha cabeça em seu colo, alisando meu cabelo completou: -- e estarei de mãos dadas contigo em cada passo seu e, quando doer demais, aperte minha mão que minha energia passará para ti.

-- Obrigada vó. – falei com um nó na garganta.

-- Mas e a senhora comeu? – mudei de assunto pra não chorar.

-- Comi sim. Comi uma canja feita por Luzia. – falou com voz de desprezo.

-- Canja vó?

-- É. Parece que quebrei o estômago. Mal ela sabe que braço não tem nada a ver com a fome. Poderia ter comido um bife bem suculento. Ao menos agora não estaria com a fome que eu to.

-- Ta com fome é minha véinha gostosa?

-- Muita.

-- E o que a senhorita quer comer?

-- A senhorita eu não sei, mas eu adoraria um belo café com leite com tudo que tem direito.

-- Ta bom. Vou preparar o melhor café que a senhora já tomou. – beijei seu rosto e fui em direção às escadas. Passando pelo meu quarto vi uma roupa vermelha em cima da minha cama.   

Com muito medo de ser o que estava pensando me aproximei lentamente e infelizmente constatei ser a camiseta que havia emprestado pra Dani. Instintivamente peguei, senti o suave perfume que exalava dela e só então percebi que em baixo havia um envelope que foi rapidamente aberto por mim, nele dizia:




Muito obrigada pela camiseta,

Realmente ficou linda,

Mas infelizmente não posso

aceitar o presente.



Danielle Schultz


Uma dor percorreu todo o meu interior, sem saber o que pensar fiquei absorta nos meus pensamentos, deitei-me na cama abraçada a aquela vestimenta que ontem estava no corpo do meu amor. ”Meu amor” isso mesmo que falei, já não tinha como negar, estava eu apaixonada por aquela mulher que nada queria comigo, e não mudaria de opinião. Então já que ela não mudaria, eu deveria mudar minhas atitudes. E tentar de uma maneira ou outra, ser feliz sozinha ou acompanhada, claro que acompanhada é muito melhor, mas com quem?

-- Clau? – ouvi vó Maria me chamar, fazendo com que eu desse um pulo da cama com a camiseta nas mãos e fosse ao seu encontro.

-- Pois não vó? – parada na porta do quarto.

-- Meu café, a vó ta com fome filha.

-- Ah sim estou indo preparar vó.  Disse passando as pressas novamente pelo meu quarto colocando a camiseta no cesto do lixo e descendo as pressas.

***

As horas daquele resto de tarde passaram voando, mas pude fazer muitas coisas pra vó, dar café, banho, trocar lençóis e no final do dia quando Isa chegou trouxe um filme, claro que nos aninhamos junto de Dª Maria para podermos assistir, regado a muita pipoca e refrigerante.

Enquanto riamos de algumas cenas, ouvimos o barulho da campainha. Isa desce as pressas pensando ser o namorado, e quando sobe traz consigo a pessoa que eu menos queria ver naquele momento: Dani.



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