PLÁGIO É CRIME... NÃO COPIE, NÃO ALTERE! RESPEITE OS DIREITOS DO AUTOR!!!

sábado, 6 de abril de 2019

CAPITULO V


Vendo Danielle parada na porta do quarto, não consegui expressar nenhuma reação a não ser reparar em sua tamanha beleza. Extremamente feminina, tinha cortado os um pouco abaixo dos ombros, pequeno par de brincos nas orelhas, óculos escuros como tiara, usava uma camisa vinho, tecido meio transparente, por baixo uma blusa justa de tira da mesma cor, uma saia preta acima dos joelhos e pra variar uma bela sandália com um salto imenso, sentindo o delicioso perfume que exalava fiquei extasiada olhando em seus olhos.

-- Oi Dª Maria. – Quebrou o silêncio.

--Oi minha filha que bom lhe ver.  – disse vó sorrindo encantada, assim como eu, pela visita inesperada.

-- Oi Clau ... Claudia – referiu-se a mim.

-0 Oi Dani. – falei sem jeito.

-- Dani do céu, como tu consegue ser tão chique? – falou Isa em um tom de voz mais alto que o necessário.

-- Ai deixa de ser boba Isa. – Dani agiu sem graça.

-- É verdade. Quando eu crescer quero ser igual a ti. – Disse abraçando-a exatamente como eu queria fazer naquele momento.

-- Isa deixa de ser boba menina. Tu és linda com teu estilo. – beijando seu rosto e abraçando minha maninha com carinho.

-- Mas é olha só a pinta dessa mulher. – “eu vejo Isa, todo dia eu vejo a pinta dela, pena que é só a pinta” – fazendo com que Dani desse uma voltinha – e o perfume? – “cheiro esse que me embriaga de tesao.” Só pode ser importado. Minha mãe do céu. Olha que se eu gostasse da fruta ia te cantar hein Dona Danielle. – brincou gargalhando. – “nem brinca eu vi primeiro”

-- Isa tu que és linda. Nossa eu com teu corpo... Ia fazer maior sucesso. – “se ela soubesse o sucesso que faz”.

-- Realmente Dani, tu estás sempre muito elegante. Muito cheirosa, não é atoa que tens muitos admiradores. – falou minha vó – “eu sou a primeira né vó, nossa como admiro essa mulher”

-- Que nada. Quem me dera Dª Maria.

-- É sei. – Isa brincou - Vou deixar vocês conversando e vou tomar um banho, afinal o Jackson deve estar quase chegando. E eu tenho que ficar tão chique como Dani pra encantar o meu amor – saiu Isa em direção ao seu quarto,

Como que queria aquele abraço.

-- E eu vou passar um café para a visita. – reagi.

-- Não precisa Claudia. – Dani falou com firmeza.

-- Precisa sim.  Onde já se viu. Vais aceitar um cafezinho. Ainda mais que sei que não tem hora para chegar em casa, Antonio está viajando e a loja já está fechada. – falou vó Maria. –- e sente-se aqui vamos conversar- completou mostrando a Dani onde ficar.

Sem saber se Dani ficaria ou não, desci as escadas e com uma energia fora do normal preparei um delicioso café exatamente como vó Maria me ensinou. Mas antes de terminar ouvi meu celular tocar, subi as escadas e no meu quarto encontrei Dani com ele nas mãos.

-- Desculpa! Vim aqui apenas usar o banheiro, vi o celular tocando ia levá-lo pra ti até a cozinha. – disse em tom envergonhado.

-- Não precisava. – falei junto com o celular que deu seu último toque.

-- Era Manu.

-- Manu?

-- Sim. Vocês estão namorando?

-- Sim. – menti. Mal sabe ela que não nos vimos desde domingo quando a deixei na casa de sua avó, sequer sabia como ela tinha conseguido o número do meu telefone.

-- Hum.. – balbuciou apenas me olhando.

-- Dani o que queres comigo? – me atrevi a perguntar.

-- Na... nada – gaguejou ao responder.

-- E ainda estás aí parada com essa cara por quê?

-- Por que está ai parada em frente à porta. – respondeu.

-- Não estou mais. – dando dois passos à frente liberando a porta e ficando há poucos centímetros dela.

Sem sair do lugar ficou parada apenas me olhando.

-- Viu? Você não está presa, eu não estou mais em frente à porta. – sorrindo continuei. –- então vais me dizer o que queres comigo?

-- Nada. – afirmou dando um passo em direção a porta.

-- Tem certeza? – segurando seu braço impedindo qualquer movimento dela.

Sentindo meu corpo tremer, encantada com seu cheiro, puxei seu corpo junto ao meu, nossos olhos se engoliam, hálitos se misturaram, nossos corações batiam em um mesmo compasso, minha boca procura a dela e em segundos uma nova coreografia é ensaiada pelas nossas línguas, minhas mãos alisam suas costas, meu corpo encaixa-se ao dela e como se quisesse entrar no meu corpo Dani me puxa contra si, deixando extravasar todo o seu desejo.

-- Ai desculpa! – Isa volta a fechar a porta atrás de si.

Ouvindo o estrondo da porta, Dani não me empurra, não foge, apenas diminui a intensidade do beijo e delicadamente me encara com o olhar pegando fogo, deixando a felicidade transbordar pelo meu corpo apenas sorrio pra ela, que sem soltar meu abraço retribui o sorriso.

-- Preciso ir. – quebrou o silêncio.

-- Já? – falei com dó em soltá-la.

-- Agora. Mas amanhã temos que conversar. – falou beijando novamente minha boca com delicadeza.

-- Ok. Aguardo você amanha.  – beijando-a novamente.

-- Vou dizer Adeus pra Dª Maria. – saindo do meu quarto com muito esforço.

E eu fiquei ali, me atirei na cama e sonhando com aquele beijo, com aquele toque que não foi forçado, não foi proibido foi sim muito gostoso.

-- Mana, posso entrar? – Disse Isa, já com a metade do corpo pra dentro do quarto.

-- Claro minha princesinha. Entre.

-- Nossa ta toda feliz hein tche!?

-- Estou.  Mas sente-se aqui. – sem perder tempo Isa atirou-se em minha cama, me fazendo mexer como se estivesse sentada em uma gelatina.

-- Mas então me conta. – seus olhos brilhavam.

-- Contar o que?

-- Ah mana eu vi, altos beijão entre tu e Dani aqui. Pareciam que queriam desentupir tudo que é pia da vizinhança. – comentou sorrindo.

-- Ai nem te conto... Foi muito bom.

-- Nojento né mana? Decididamente não é pra mim.

-- Não é nojento Isa.

-- É sim. Eu não curti a idéia não.

-- O que não curtisse? O fato de ser Dani?

-- Não mana, ela é linda. Não curti é o fato de ter visto, não gosto de mulher mana, prefiro homens. De preferência aqueles lindos maravilhosos 4X4, de academia. – falava gesticulando com uma empolgação imensa.

-- Isabella te orienta. – brinquei.

-- Mas mana, desculpe se não somos concorrentes nas nossas escolhas... Mas gosto do que é bom. – as gargalhadas brincou -– apesar de que Dani não é de se jogar fora.

-- Realmente. Ela é linda né? Nossa tem um cheiro. Um beijo. Um toque ... que não sei nem como explicar o que sinto por ela.

-- É mana tu estás apaixonada, mas não querendo acabar com a tua festa. Mana ela é casada.

-- Sei disso Isa, mas ta ai uma coisa que não quero pensar agora.

-- Então vamos lá na vó dizer a novidade pra ela – levantou rapidinho da cama.

-- Que novidade Isa?

-- Ué que tu e a Dani tão namorando.

Correndo atrás da Isa entramos no quarto da vó. Dani já tinha saído o fogo todo que estávamos na vó Maria não existia sequer faísca, acho que pelo efeito dos remédios, a coitadinha já estava dormindo.

-- Isa eu acho que não deves contar nada pra vó. Sei lá ela é amiga da Dani, sabe que ela é casada.

-- Mas tu também sabes e nem por isso deixou de agarrar a mulher no teu quarto. – falou rindo.

-- Realmente Isa, eu sei disso e não pensei nisso, por que eu estou apaixonada por ela, mas a vó é amiga dela e do marido, pode olhá-la com olhos de reprovação e sem contar que Dani e eu não conversamos sobre o que aconteceu hoje. – tentei explicar.

-- Sei.

-- Então, amanhã de repente Dani pode fingir que eu nem existo.

-- Ela não vai fazer isso mana.

-- Quem garante?

-- É tens razão. Eu não vou contar pra vó, mas promete que assim que achares melhor conta pra ela? Ela deve fazer parte de tudo em nossa vida. – pediu carinhosamente.

-- Claro meu amor. Contarei sim. – beijei seu rosto. – Agora me deixe ir pra cama e sonhar com a minha Dani. – subi a escada feliz da vida.

-- Ah mana o Jackson vem aqui hoje, a vó sempre o recebe.

-- Tudo bem Isa. Fique a vontade.

Entrei no meu quarto, completamente encantada, boba, sorrindo de orelha a orelha, no escuro fui pro banho frio, pra ver se apagava o fogo que estava por dentro. Alisando meu corpo com a bucha, pude realmente perceber o tamanho do estrago que ter Dani em meus braços causou.

Estava encharcada de desejo e completamente desnorteada, isso foi constatado quando saí de baixo do chuveiro, e percebi que não havia uma pequena toalha sequer para que eu pudesse me enxugar.

Tive que ficar uns minutos no Box esperando a água do meu corpo escorrer para então poder pegar no armário uma toalha.

Sem enxergar nada acendi a luz, peguei uma toalha e de relance observei um papel cor de rosa em cima da escrivaninha. Quando o li quase desmaiei:

“Nunca deixe para amanhã,

O que se pode fazer hoje”

Não sei o autor, mas condiz exatamente com o que sinto,

COM O QUE QUERO.

Danielle Schultz

Logo abaixo o numero de telefone dela. Obvio que sem pensar em nada liguei.

-- Oi – atendeu.

-- Oi. Recém agora encontrei o seu bilhete.

-- Ainda bem que o encontrou. – nossa que voz linda.

-- Decidi ligar agora com medo que tivesse um prazo de validade.

-- Por que pensaste isso?

-- Ah sei lá. De repente uma noite de sono possa fazer você ver que agiu por impulso e mudasse de idéia em relação a me atender.

-- Jamais. Sempre fui uma pessoa muito decidida e de palavra então se deixei o bilhete mesmo que tu visses somente daqui uma semana com certeza eu atenderia da mesma forma.

-- Mas será que com a mesma intenção?

-- E que intenção achas que eu tenho agora?

-- De, de repente estar arrependida de ter cedido ao meu interesse por você.

-- Claudia, eu não me arrependo das coisas que faço. Somente das que não faço

-- Hummm decidida você. Gosto de mulheres assim.

-- Eu já não sei se gosto. Na verdade nem sei se gosto de mulheres.

-- E o que faz você crer que podes ter algum interesse em mim?

-- A maneira como meu corpo reage quando te vê.

-- E como ele reage?

-- Um dia tu verás.

-- Verei? Quando?

-- No momento certo.

-- Não vejo à hora. Não sabes há quanto tempo espero por isso. 

-- Verdade?

-- Verdade. Você não sabe o quanto desejei o quanto desejo ter você comigo, nem que seja por uma noite.

-- Mas não sou troféu, Claudia. Sou uma mulher de carne e osso.

-- Por isso que nunca forcei nada com você.

-- Tem certeza?.

-- Tenho Dani. As duas vezes em que nos beijamos, você também quis.

-- Verdade.

-- Sabe que eu nem acredito que estou falando com você?

-- Por quê?

-- Por que isso foi o que eu sempre quis. Ter um pouquinho da sua atenção.

-- Pois agora tens.

-- Mesmo assim eu não acredito.

-- Venha comprovar então. Me encontrarás acordada falando disposta a conversar contigo.

-- Isso é um convite para eu ir até você?

-- Entenda como quiseres.

-- Olha que eu vou hein.

-- Então venha.

-- Me passa seu endereço então.

-- Estou na casa de praia.

-- Ok. Daqui a pouco estou ai. Beijo.



Pus uma roupa qualquer, procurei Isa pela casa e a encontrei na primeira sala próxima a saída da casa vendo um filme de guerra com Jackson.

-- Isa preciso da tua ajuda.

-- Fala mana.

-- Vou sair. E preciso empurrar o meu carro da garagem pra rua.

-- Mas pra que empurrar e aonde vais agora?

-- Vou à Dani, e preciso empurrar por que ele faz muito barulho, Baruque o conhece de longe, vai ficar todo empolgado e poderá acordar a vó.

-- Também foste escolher justamente aquela lata velha. – reclamando como só ela.  

-- Qual é o carro? Jackson pergunta parado na porta da garagem.

-- Imagina. A ultima anteninha, a última rodinha é do chaleirinha.  Essa lata velha ai. – Isa apontou.

-- Oh mana não fala assim. Me ajuda a tirar ele daqui vai.

-- Mas tem que manobrar Jackson também já deu pra trás.

-- Ah, mas como vou ver Dani?

-- Ou liga acordando a vizinhança inteira, ou vai de táxi. – falou Isa.

-- Tah bom vou de táxi. – falei tentando achar um número de um.

-- Tu diriges moto, cunhadinha?

-- Sim Jackson. Mas tem moto onde aqui? Nenhuma das que estão na garagem eu tenho a chave.

-- É, mas eu tenho. Toma vai com a minha – me tirou as chaves. E não tenha pressa em chegar.

-- E qual é?

-- Aquela ali. – apontou pra vermelha.

-- Puta merda depois fala do meu carro, mas tua moto é da mesma época.

Com capacete, jaqueta de couro, eu saí ao encontro do meu amor. Estava tão feliz que mal cabia em mim.

Chegando em frente à casa, tirei o capacete, e sem ver ninguém o portão da garagem abriu. Ali tinha dois carros caríssimos, entrei e antes mesmo que pudesse desligar a moto a porta já havia fechado. Sentindo meu coração bater na boca, minhas mãos estavam suadas, tirei a jaqueta, arrumei o cabelo no espelho da moto e pude vê-la na porta que levava pro interior da casa. Estava linda. Completamente informal, sem nenhum brinco, anel, colar, relógio, usava apenas uma bermuda azul com uma regata branca, nos pés ao invés de uma imensa sandália como sempre a vi, estava com um chinelo, sem me dizer uma palavra caminha em minha direção. Seus olhos comiam os meus.

-- Oi. O silêncio foi quebrado.

-- Seja bem Vinda. - me disse com uma voz doce, e um sorriso que me desmoronou

-- Obrigada pelo convite. – foi a única coisa que consegui falar antes de sentir, sua boca colada a minha, seu corpo pressionava o meu de encontro ao carro desconhecido. Sua mão em minha nuca segurava o meu cabelo, puxando de leve, outra alisava minhas costas. Impossível ficar parada diante aquela situação. Com um movimento brusco, mas certeiro, a encostei no carro, meu sexo roçava no dela, por cima da roupa, minhas mãos encontraram sua pele por baixo da blusa, nesse momento um gemido seu foi abafado pelo meu beijo. Agilmente apertava sua pele, segurava com firmeza, e ia ao encontro de seus seios. Que rígidos demonstravam todo o tesão por ela sentido,  minha boca percorre seu pescoço.

-- Te quero. – balbuciou com a voz rouca e olhar pequeno.

-- Sou sua, - falei assim que tirei sua blusa. –- desde o primeiro momento que te vi.

Sem deixá-la dizer uma palavra cobri novamente sua boca com meu beijo.

Dani era uma mulher interessante e embora não tivesse ficado com nenhuma outra mulher, sabia exatamente como ser envolvente, seu toque era preciso, forte, suas unhas arranhavam meu pescoço, minhas costas, sua coxa roçava em minha perna, ora pressionando de encontro a sua, ora apenas alisava por cima da calça... E somente esse movimento deixava-me zonza e transbordando de tesão.

Assustadas, por causa de um barulho vindo da rua, nossos toques foram interrompidos, era uma moto e vozes atrás daquele portão que se abriu lentamente. Dando passagem a dois rapazes lindos entrando na maior bagunça. Eduardo e Mauricio. Duas preciosidades de homens. Um com pele mais clara, cabelo loiro, alto, esbelto, usando uma bermuda jeans, caída no quadril, mostrando a barra de uma cueca vermelha. Chinelos de dedos nas mãos e o outro rapaz guiava a moto dentro da garagem em que estávamos. Um moreno pele jambo, cabelo liso comprido ate a altura dos ombros, também sem camisa.

-- Oi maninha. – falou o moreno pra Dani sem sequer me olhar.

-- Oi meu amor. – cumprimentou-o completamente sem jeito.

-- Oi bela mulher -  falou o loirinho em minha direção.

-- Ola tudo bem? – respondi assim como Dani sem jeito.

-- Prazer sou Mauricio. Estendeu sua mão em minha direção. – aquele ali é meu marido Eduardo e essa é minha cunhada.

-- Ai Mau, descobrisse a América agora. Claro que se ela é minha irmã  é a tua cunhada. – comentou Eduardo após me observar de cima a baixo.

-- Tudo bem? Sou Eduardo. – disse estendendo sua mão.

-- Claudia. – retribuindo seu cumprimento me apresentei.

-- Mas então o que vocês estão fazendo? – perguntou Mauricio maior indiscrição.

-- Eu não vejo motivo nenhum pra essa pergunta, Mau. – Eduardo falou praticamente puxando-o pela mão.

-- Ei espera – falou Dani – estávamos conversando.

-- Eu sei disso maninha, e pelo jeito o papo era sério. – dando uma risadinha mostrando toda a sua feminilidade, não somente na voz, mas nos transjeitos fez menção de sair carregando Mauricio em direção ao pátio novamente.

-- Dudu. Vamos comer a pizza que estávamos pensando, agora teremos companhia. Disse Mauricio puxando Eduardo.

-- Se elas quiserem interromper o as-sun-to delas, teremos um imenso prazer em recebê-las em nossa casinha.

Dani e eu estávamos paradas olhando a cena sem conseguir dizer uma única palavra. Era uma mistura de vergonha, de medo. Claro que não por mim, até mesmo por que não posso me fazer de feminina naquele momento. Todos apenas em me olhar já percebem que sou muito mais masculina que muito homem.

-- Aceitamos. – Dani afirmou sem pestanejar.

Arregalando os olhos impedindo que eu dissesse nada me puxou também em direção ao quintal.

-- Agora sim vou com prazer. – comentou Mauricio seguindo Eduardo.

***

Em direção a linda casa deles atravessamos todo o quintal passamos pela lavanderia e entramos no chalé de madeira cheio de flores nas jardineiras. Como eles a casa era cheia de fricote belamente mobiliada, nos tons azul, prata e dourado. Quadro dos dois espalhados pela sala incluindo de um beijo ‘caliente’.

A pizza não demorou nada a chegar, apenas dois sabores, brócolis e rúcula com tomate seco. Tudo que eu odeio, mas tive que comer um pedacinho de cada. Mas o papo estava muito agradável, os meninos eram muito simpáticos, Dani brincava com eles descontraidamente, Mauricio começou a contar casos da relação dos dois, os tropeços de todo início de relação que a deles já completara cinco anos.

Durante a noite analisei Dani, “nossa como estou apaixonada por essa mulher!”  confesso que isso é preocupante, muito preocupante pra falar a verdade.

O relógio já marcava 2h30min da manhã, horas depois deveria estar em sala de aula, com esse senso de responsabilidade me despedi dos meninos que disseram adorar minha companhia e me convidaram para aparecer mais vezes.

-- Com certeza aparecerei. – me despedi de cada um com carinho, Eduardo foi mais sucinto, já Mauricio me abraçou e gostosamente me beijou no rosto.

-- Minha cunhadinha não tem unhas ela tem armas, dá uma olhada nesse arranhão do pescoço quando chegares em casa – cochichou Mauricio enquanto se despedia me deixando vermelha.

-- Pode deixar. Cuidarei com cuidado. – cochichei sorrindo.

Seguindo Dani pelo quintal, sentindo seu cheiro que me embriagava...

-- Adorei conhecer tua família. – quebrei o silêncio.

 -- Também gostei da tua presença aqui em nossa casa. – olhando no fundo do meu olhar.

-- Que bom. Me senti muito bem vinda.

-- E sempre serás muito bem recebida sempre que quiseres.

Nossa com essa frase amanhã mesmo já traria minhas coisas pra cá. Seria capaz de morar com ela bastava ela dizer um sim.

-- Basta um convite seu.

-- Já está feito. – fechando a porta atrás de si. -– então posso esperá-la?

-- Depende de quando quiseres minha visita.

-- Amanhã. Só que pelas oito da noite pode ser?

-- Após as oito?

-- Sim. Fecho a loja e venho direto.

-- Perfeito. – pegando minha jaqueta confirmei presença.

Sem conseguir vesti-la fui atacada por um beijo e que beijo... Mais uma vez perdi o fôlego.

-- Dudu sentirá minha falta. – falou ainda abraçada ao meu pescoço.

-- Ok! Estou indo. Mais um beijo.

-- Me arrumei pra sair e andei com aquela moto sorrindo sozinha, feliz da vida.



***
















"


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Real Time Analytics