Vendo Danielle
parada na porta do quarto, não consegui expressar nenhuma reação a não ser
reparar em sua tamanha beleza. Extremamente feminina, tinha cortado os um pouco
abaixo dos ombros, pequeno par de brincos nas orelhas, óculos escuros como
tiara, usava uma camisa vinho, tecido meio transparente, por baixo uma blusa justa
de tira da mesma cor, uma saia preta acima dos joelhos e pra variar uma bela
sandália com um salto imenso, sentindo o delicioso perfume que exalava fiquei
extasiada olhando em seus olhos.
-- Oi Dª Maria.
– Quebrou o silêncio.
--Oi minha filha
que bom lhe ver. – disse vó sorrindo
encantada, assim como eu, pela visita inesperada.
-- Oi Clau ...
Claudia – referiu-se a mim.
-0 Oi Dani. –
falei sem jeito.
-- Dani do céu,
como tu consegue ser tão chique? – falou Isa em um tom de voz mais alto que o
necessário.
-- Ai deixa de
ser boba Isa. – Dani agiu sem graça.
-- É verdade.
Quando eu crescer quero ser igual a ti. – Disse abraçando-a exatamente como eu
queria fazer naquele momento.
-- Isa deixa de
ser boba menina. Tu és linda com teu estilo. – beijando seu rosto e abraçando
minha maninha com carinho.
-- Mas é olha só
a pinta dessa mulher. – “eu vejo Isa,
todo dia eu vejo a pinta dela, pena que é só a pinta” – fazendo com que
Dani desse uma voltinha – e o perfume? – “cheiro
esse que me embriaga de tesao.” Só pode ser importado. Minha mãe do céu.
Olha que se eu gostasse da fruta ia te cantar hein Dona Danielle. – brincou
gargalhando. – “nem brinca eu vi primeiro”
-- Isa tu que és
linda. Nossa eu com teu corpo... Ia fazer maior sucesso. – “se ela soubesse o sucesso que faz”.
-- Realmente
Dani, tu estás sempre muito elegante. Muito cheirosa, não é atoa que tens
muitos admiradores. – falou minha vó – “eu
sou a primeira né vó, nossa como admiro essa mulher”
-- Que nada.
Quem me dera Dª Maria.
-- É sei. – Isa
brincou - Vou deixar vocês conversando e vou tomar um banho, afinal o Jackson
deve estar quase chegando. E eu tenho que ficar tão chique como Dani pra
encantar o meu amor – saiu Isa em direção ao seu quarto,
Como que queria aquele abraço.
-- E eu vou
passar um café para a visita. – reagi.
-- Não precisa
Claudia. – Dani falou com firmeza.
-- Precisa
sim. Onde já se viu. Vais aceitar um
cafezinho. Ainda mais que sei que não tem hora para chegar em casa, Antonio
está viajando e a loja já está fechada. – falou vó Maria. –- e sente-se aqui
vamos conversar- completou mostrando a Dani onde ficar.
Sem saber se
Dani ficaria ou não, desci as escadas e com uma energia fora do normal preparei
um delicioso café exatamente como vó Maria me ensinou. Mas antes de terminar
ouvi meu celular tocar, subi as escadas e no meu quarto encontrei Dani com ele
nas mãos.
-- Desculpa! Vim
aqui apenas usar o banheiro, vi o celular tocando ia levá-lo pra ti até a
cozinha. – disse em tom envergonhado.
-- Não
precisava. – falei junto com o celular que deu seu último toque.
-- Era Manu.
-- Manu?
-- Sim. Vocês
estão namorando?
-- Sim. – menti.
Mal sabe ela que não nos vimos desde domingo quando a deixei na casa de sua avó,
sequer sabia como ela tinha conseguido o número do meu telefone.
-- Hum.. –
balbuciou apenas me olhando.
-- Dani o que
queres comigo? – me atrevi a perguntar.
-- Na... nada –
gaguejou ao responder.
-- E ainda estás
aí parada com essa cara por quê?
-- Por que está
ai parada em frente à porta. – respondeu.
-- Não estou
mais. – dando dois passos à frente liberando a porta e ficando há poucos
centímetros dela.
Sem sair do
lugar ficou parada apenas me olhando.
-- Viu? Você não
está presa, eu não estou mais em frente à porta. – sorrindo continuei. –- então
vais me dizer o que queres comigo?
-- Nada. –
afirmou dando um passo em direção a porta.
-- Tem certeza?
– segurando seu braço impedindo qualquer movimento dela.
Sentindo meu
corpo tremer, encantada com seu cheiro, puxei seu corpo junto ao meu, nossos
olhos se engoliam, hálitos se misturaram, nossos corações batiam em um mesmo
compasso, minha boca procura a dela e em segundos uma nova coreografia é
ensaiada pelas nossas línguas, minhas mãos alisam suas costas, meu corpo
encaixa-se ao dela e como se quisesse entrar no meu corpo Dani me puxa contra
si, deixando extravasar todo o seu desejo.
-- Ai desculpa!
– Isa volta a fechar a porta atrás de si.
Ouvindo o
estrondo da porta, Dani não me empurra, não foge, apenas diminui a intensidade
do beijo e delicadamente me encara com o olhar pegando fogo, deixando a
felicidade transbordar pelo meu corpo apenas sorrio pra ela, que sem soltar meu
abraço retribui o sorriso.
-- Preciso ir. –
quebrou o silêncio.
-- Já? – falei
com dó em soltá-la.
-- Agora. Mas
amanhã temos que conversar. – falou beijando novamente minha boca com
delicadeza.
-- Ok. Aguardo
você amanha. – beijando-a novamente.
-- Vou dizer
Adeus pra Dª Maria. – saindo do meu quarto com muito esforço.
E eu fiquei ali,
me atirei na cama e sonhando com aquele beijo, com aquele toque que não foi
forçado, não foi proibido foi sim muito gostoso.
-- Mana, posso
entrar? – Disse Isa, já com a metade do corpo pra dentro do quarto.
-- Claro minha
princesinha. Entre.
-- Nossa ta toda
feliz hein tche!?
-- Estou. Mas sente-se aqui. – sem perder tempo Isa
atirou-se em minha cama, me fazendo mexer como se estivesse sentada em uma
gelatina.
-- Mas então me
conta. – seus olhos brilhavam.
-- Contar o que?
-- Ah mana eu
vi, altos beijão entre tu e Dani aqui. Pareciam que queriam desentupir tudo que
é pia da vizinhança. – comentou sorrindo.
-- Ai nem te
conto... Foi muito bom.
-- Nojento né
mana? Decididamente não é pra mim.
-- Não é nojento
Isa.
-- É sim. Eu não
curti a idéia não.
-- O que não
curtisse? O fato de ser Dani?
-- Não mana, ela
é linda. Não curti é o fato de ter visto, não gosto de mulher mana, prefiro
homens. De preferência aqueles lindos maravilhosos 4X4, de academia. – falava
gesticulando com uma empolgação imensa.
-- Isabella te
orienta. – brinquei.
-- Mas mana,
desculpe se não somos concorrentes nas nossas escolhas... Mas gosto do que é
bom. – as gargalhadas brincou -– apesar de que Dani não é de se jogar fora.
-- Realmente.
Ela é linda né? Nossa tem um cheiro. Um beijo. Um toque ... que não sei nem
como explicar o que sinto por ela.
-- É mana tu
estás apaixonada, mas não querendo acabar com a tua festa. Mana ela é casada.
-- Sei disso
Isa, mas ta ai uma coisa que não quero pensar agora.
-- Então vamos
lá na vó dizer a novidade pra ela – levantou rapidinho da cama.
-- Que novidade
Isa?
-- Ué que tu e a
Dani tão namorando.
Correndo atrás
da Isa entramos no quarto da vó. Dani já tinha saído o fogo todo que estávamos
na vó Maria não existia sequer faísca, acho que pelo efeito dos remédios, a
coitadinha já estava dormindo.
-- Isa eu acho
que não deves contar nada pra vó. Sei lá ela é amiga da Dani, sabe que ela é
casada.
-- Mas tu também
sabes e nem por isso deixou de agarrar a mulher no teu quarto. – falou rindo.
-- Realmente
Isa, eu sei disso e não pensei nisso, por que eu estou apaixonada por ela, mas
a vó é amiga dela e do marido, pode olhá-la com olhos de reprovação e sem
contar que Dani e eu não conversamos sobre o que aconteceu hoje. – tentei
explicar.
-- Sei.
-- Então, amanhã
de repente Dani pode fingir que eu nem existo.
-- Ela não vai
fazer isso mana.
-- Quem garante?
-- É tens razão.
Eu não vou contar pra vó, mas promete que assim que achares melhor conta pra
ela? Ela deve fazer parte de tudo em nossa vida. – pediu carinhosamente.
-- Claro meu
amor. Contarei sim. – beijei seu rosto. – Agora me deixe ir pra cama e sonhar
com a minha Dani. – subi a escada feliz da vida.
-- Ah mana o
Jackson vem aqui hoje, a vó sempre o recebe.
-- Tudo bem Isa.
Fique a vontade.
Entrei no meu
quarto, completamente encantada, boba, sorrindo de orelha a orelha, no escuro
fui pro banho frio, pra ver se apagava o fogo que estava por dentro. Alisando
meu corpo com a bucha, pude realmente perceber o tamanho do estrago que ter Dani
em meus braços causou.
Estava
encharcada de desejo e completamente desnorteada, isso foi constatado quando
saí de baixo do chuveiro, e percebi que não havia uma pequena toalha sequer
para que eu pudesse me enxugar.
Tive que ficar
uns minutos no Box esperando a água do meu corpo escorrer para então poder
pegar no armário uma toalha.
Sem enxergar
nada acendi a luz, peguei uma toalha e de relance observei um papel cor de rosa
em cima da escrivaninha. Quando o li quase desmaiei:
“Nunca deixe
para amanhã,
O que se pode
fazer hoje”
Não sei o autor,
mas condiz exatamente com o que sinto,
COM O QUE QUERO.
Danielle Schultz
Logo abaixo o
numero de telefone dela. Obvio que sem pensar em nada liguei.
-- Oi – atendeu.
-- Oi. Recém
agora encontrei o seu bilhete.
-- Ainda bem que o encontrou. – nossa que
voz linda.
-- Decidi ligar
agora com medo que tivesse um prazo de validade.
-- Por que pensaste isso?
-- Ah sei lá. De
repente uma noite de sono possa fazer você ver que agiu por impulso e mudasse
de idéia em relação a me atender.
-- Jamais. Sempre fui uma pessoa muito decidida
e de palavra então se deixei o bilhete mesmo que tu visses somente daqui uma
semana com certeza eu atenderia da mesma forma.
-- Mas será que
com a mesma intenção?
-- E que intenção achas que eu tenho agora?
-- De, de
repente estar arrependida de ter cedido ao meu interesse por você.
-- Claudia, eu não me arrependo das coisas que
faço. Somente das que não faço.
-- Hummm
decidida você. Gosto de mulheres assim.
-- Eu já não sei se gosto. Na verdade nem sei se
gosto de mulheres.
-- E o que faz
você crer que podes ter algum interesse em mim?
-- A maneira como meu corpo reage quando te vê.
-- E como ele
reage?
-- Um dia tu verás.
-- Verei?
Quando?
-- No momento certo.
-- Não vejo à
hora. Não sabes há quanto tempo espero por isso.
-- Verdade?
-- Verdade. Você
não sabe o quanto desejei o quanto desejo ter você comigo, nem que seja por uma
noite.
-- Mas não sou troféu, Claudia. Sou uma mulher
de carne e osso.
-- Por isso que
nunca forcei nada com você.
-- Tem certeza?.
-- Tenho Dani.
As duas vezes em que nos beijamos, você também quis.
-- Verdade.
-- Sabe que eu
nem acredito que estou falando com você?
-- Por quê?
-- Por que isso
foi o que eu sempre quis. Ter um pouquinho da sua atenção.
-- Pois agora tens.
-- Mesmo assim
eu não acredito.
-- Venha comprovar então. Me encontrarás acordada
falando disposta a conversar contigo.
-- Isso é um
convite para eu ir até você?
-- Entenda como quiseres.
-- Olha que eu
vou hein.
-- Então
venha.
-- Me passa seu endereço então.
-- Estou
na casa de praia.
-- Ok. Daqui a pouco estou ai. Beijo.
Pus uma roupa
qualquer, procurei Isa pela casa e a encontrei na primeira sala próxima a saída
da casa vendo um filme de guerra com Jackson.
-- Isa preciso
da tua ajuda.
-- Fala mana.
-- Vou sair. E
preciso empurrar o meu carro da garagem pra rua.
-- Mas pra que
empurrar e aonde vais agora?
-- Vou à Dani, e
preciso empurrar por que ele faz muito barulho, Baruque o conhece de longe, vai
ficar todo empolgado e poderá acordar a vó.
-- Também foste
escolher justamente aquela lata velha. – reclamando como só ela.
-- Qual é o
carro? Jackson pergunta parado na porta da garagem.
-- Imagina. A
ultima anteninha, a última rodinha é do chaleirinha. Essa lata velha ai. – Isa apontou.
-- Oh mana não
fala assim. Me ajuda a tirar ele daqui vai.
-- Mas tem que manobrar
Jackson também já deu pra trás.
-- Ah, mas como
vou ver Dani?
-- Ou liga
acordando a vizinhança inteira, ou vai de táxi. – falou Isa.
-- Tah bom vou
de táxi. – falei tentando achar um número de um.
-- Tu diriges
moto, cunhadinha?
-- Sim Jackson.
Mas tem moto onde aqui? Nenhuma das que estão na garagem eu tenho a chave.
-- É, mas eu
tenho. Toma vai com a minha – me tirou as chaves. E não tenha pressa em chegar.
-- E qual é?
-- Aquela ali. –
apontou pra vermelha.
-- Puta merda
depois fala do meu carro, mas tua moto é da mesma época.
Com capacete,
jaqueta de couro, eu saí ao encontro do meu amor. Estava tão feliz que mal
cabia em mim.
Chegando em
frente à casa, tirei o capacete, e sem ver ninguém o portão da garagem abriu.
Ali tinha dois carros caríssimos, entrei e antes mesmo que pudesse desligar a
moto a porta já havia fechado. Sentindo meu coração bater na boca, minhas mãos
estavam suadas, tirei a jaqueta, arrumei o cabelo no espelho da moto e pude
vê-la na porta que levava pro interior da casa. Estava linda. Completamente
informal, sem nenhum brinco, anel, colar, relógio, usava apenas uma bermuda
azul com uma regata branca, nos pés ao invés de uma imensa sandália como sempre
a vi, estava com um chinelo, sem me dizer uma palavra caminha em minha direção.
Seus olhos comiam os meus.
-- Oi. O
silêncio foi quebrado.
-- Seja bem
Vinda. - me disse com uma voz doce, e um sorriso que me desmoronou
-- Obrigada pelo
convite. – foi a única coisa que consegui falar antes de sentir, sua boca
colada a minha, seu corpo pressionava o meu de encontro ao carro desconhecido.
Sua mão em minha nuca segurava o meu cabelo, puxando de leve, outra alisava
minhas costas. Impossível ficar parada diante aquela situação. Com um movimento
brusco, mas certeiro, a encostei no carro, meu sexo roçava no dela, por cima da
roupa, minhas mãos encontraram sua pele por baixo da blusa, nesse momento um
gemido seu foi abafado pelo meu beijo. Agilmente apertava sua pele, segurava
com firmeza, e ia ao encontro de seus seios. Que rígidos demonstravam todo o
tesão por ela sentido, minha boca
percorre seu pescoço.
-- Te quero. –
balbuciou com a voz rouca e olhar pequeno.
-- Sou sua, -
falei assim que tirei sua blusa. –- desde o primeiro momento que te vi.
Sem deixá-la
dizer uma palavra cobri novamente sua boca com meu beijo.
Dani era uma
mulher interessante e embora não tivesse ficado com nenhuma outra mulher, sabia
exatamente como ser envolvente, seu toque era preciso, forte, suas unhas
arranhavam meu pescoço, minhas costas, sua coxa roçava em minha perna, ora
pressionando de encontro a sua, ora apenas alisava por cima da calça... E
somente esse movimento deixava-me zonza e transbordando de tesão.
Assustadas, por
causa de um barulho vindo da rua, nossos toques foram interrompidos, era uma
moto e vozes atrás daquele portão que se abriu lentamente. Dando passagem a
dois rapazes lindos entrando na maior bagunça. Eduardo e Mauricio. Duas
preciosidades de homens. Um com pele mais clara, cabelo loiro, alto, esbelto,
usando uma bermuda jeans, caída no quadril, mostrando a barra de uma cueca
vermelha. Chinelos de dedos nas mãos e o outro rapaz guiava a moto dentro da
garagem em que estávamos. Um moreno pele jambo, cabelo liso comprido ate a
altura dos ombros, também sem camisa.
-- Oi maninha. –
falou o moreno pra Dani sem sequer me olhar.
-- Oi meu amor.
– cumprimentou-o completamente sem jeito.
-- Oi bela
mulher - falou o loirinho em minha
direção.
-- Ola tudo bem?
– respondi assim como Dani sem jeito.
-- Prazer sou
Mauricio. Estendeu sua mão em minha direção. – aquele ali é meu marido Eduardo
e essa é minha cunhada.
-- Ai Mau,
descobrisse a América agora. Claro que se ela é minha irmã é a tua cunhada. – comentou Eduardo após me
observar de cima a baixo.
-- Tudo bem? Sou
Eduardo. – disse estendendo sua mão.
-- Claudia. –
retribuindo seu cumprimento me apresentei.
-- Mas então o
que vocês estão fazendo? – perguntou Mauricio maior indiscrição.
-- Eu não vejo
motivo nenhum pra essa pergunta, Mau. – Eduardo falou praticamente puxando-o
pela mão.
-- Ei espera –
falou Dani – estávamos conversando.
-- Eu sei disso
maninha, e pelo jeito o papo era sério. – dando uma risadinha mostrando toda a
sua feminilidade, não somente na voz, mas nos transjeitos fez menção de sair
carregando Mauricio em direção ao pátio novamente.
-- Dudu. Vamos
comer a pizza que estávamos pensando, agora teremos companhia. Disse Mauricio
puxando Eduardo.
-- Se elas
quiserem interromper o as-sun-to delas, teremos um imenso prazer em recebê-las
em nossa casinha.
Dani e eu
estávamos paradas olhando a cena sem conseguir dizer uma única palavra. Era uma
mistura de vergonha, de medo. Claro que não por mim, até mesmo por que não
posso me fazer de feminina naquele momento. Todos apenas em me olhar já
percebem que sou muito mais masculina que muito homem.
-- Aceitamos. –
Dani afirmou sem pestanejar.
Arregalando os
olhos impedindo que eu dissesse nada me puxou também em direção ao quintal.
-- Agora sim vou
com prazer. – comentou Mauricio seguindo Eduardo.
***
Em direção a
linda casa deles atravessamos todo o quintal passamos pela lavanderia e
entramos no chalé de madeira cheio de flores nas jardineiras. Como eles a casa
era cheia de fricote belamente mobiliada, nos tons azul, prata e dourado. Quadro
dos dois espalhados pela sala incluindo de um beijo ‘caliente’.
A pizza não
demorou nada a chegar, apenas dois sabores, brócolis e rúcula com tomate seco.
Tudo que eu odeio, mas tive que comer um pedacinho de cada. Mas o papo estava
muito agradável, os meninos eram muito simpáticos, Dani brincava com eles
descontraidamente, Mauricio começou a contar casos da relação dos dois, os
tropeços de todo início de relação que a deles já completara cinco anos.
Durante a noite
analisei Dani, “nossa como estou
apaixonada por essa mulher!”
confesso que isso é preocupante, muito preocupante pra falar a verdade.
O relógio já
marcava 2h30min da manhã, horas depois deveria estar em sala de aula, com esse
senso de responsabilidade me despedi dos meninos que disseram adorar minha
companhia e me convidaram para aparecer mais vezes.
-- Com certeza
aparecerei. – me despedi de cada um com carinho, Eduardo foi mais sucinto, já
Mauricio me abraçou e gostosamente me beijou no rosto.
-- Minha
cunhadinha não tem unhas ela tem armas, dá uma olhada nesse arranhão do pescoço
quando chegares em casa – cochichou Mauricio enquanto se despedia me deixando
vermelha.
-- Pode deixar.
Cuidarei com cuidado. – cochichei sorrindo.
Seguindo Dani
pelo quintal, sentindo seu cheiro que me embriagava...
-- Adorei
conhecer tua família. – quebrei o silêncio.
-- Também gostei da tua presença aqui em nossa
casa. – olhando no fundo do meu olhar.
-- Que bom. Me
senti muito bem vinda.
-- E sempre
serás muito bem recebida sempre que quiseres.
Nossa com essa
frase amanhã mesmo já traria minhas coisas pra cá. Seria capaz de morar com ela
bastava ela dizer um sim.
-- Basta um
convite seu.
-- Já está
feito. – fechando a porta atrás de si. -– então posso esperá-la?
-- Depende de
quando quiseres minha visita.
-- Amanhã. Só
que pelas oito da noite pode ser?
-- Após as oito?
-- Sim. Fecho a
loja e venho direto.
-- Perfeito. –
pegando minha jaqueta confirmei presença.
Sem conseguir
vesti-la fui atacada por um beijo e que beijo... Mais uma vez perdi o fôlego.
-- Dudu sentirá
minha falta. – falou ainda abraçada ao meu pescoço.
-- Ok! Estou
indo. Mais um beijo.
-- Me arrumei
pra sair e andei com aquela moto sorrindo sozinha, feliz da vida.
***
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