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sexta-feira, 5 de abril de 2019

CAPITULO VII



-- Olá Clau. – cumprimentou Clarisse assim que me viu entrar no curso.

-- Olá Bom Dia! Clarisse. – sorrindo a cumprimentei.

-- Nossa que felicidade é essa? Viu passarinho verde foi?

-- Melhor. Muito melhor Clarisse. Ai sem entrar em maiores detalhes, mas posso te dizer uma coisa: Estou apaixonada. Minha noite foi incrível. Clarisse, Clarisse....

-- Mo...

-- Oi?

-- Pode me chamar de MOA. 

-- Moa?

-- É meu apelido.

-- Entendi “mo”. – me assustei, pensei que ela quisesse que a chamasse de amor.

-- Não. – rindo discordou – mas se quiseres me chamar assim não ficaria chateada. – como uma águia olhando pra sua caça ela me olhava.

Sem saber o que dizer, apenas sorri e tentei desconversar.

-- Bem Clarisse – enfatizei seu nome –- estou indo para minha sala.

-- Ok Clau. Já tem dois de seus alunos esperando.

-- Mas essa turma tem quantos?

-- Doze.

-- Ok. – sai e antes de começar a aula me preparei.

As horas naquela manhã voaram quando me dei por conta quando Clarisse bateu na porta.

-- Oi Clarisse.

-- Oi. Desculpe interromper a aula, mas quero saber onde pretendes almoçar. Estou saindo agora, se aceitares companhia te aguardo.

-- Ah, pode ser.

Sorrindo fechou a porta e finalizei minha aula.

Quando cheguei à recepção após liberar os alunos, um susto ao ver a morena me esperando.

-- Dani? Bom vê-la aqui. – falei quase sem acreditar na miragem a minha frente.

-- Oi Clau. Vim humildemente te convidar para almoçar comigo.

-- Claro! Adoraria o convite, mas tinha combinado de almoçar com Clarisse. – falei engasgando nas palavras.

-- Capaz guria. Deixa de ser boba! Vá almoçar sim com tua amiga outro dia almoçaremos juntas. – falou Clarisse me deixando aliviada.

-- Então Vamos? – Dani estendendo a mão em minha direção.

Segurei sua mão e a segui.

-- Onde vamos almoçar? – me atrevi a perguntar.

-- Surpresa! – disse abrindo a porta do carona para que eu entrasse.

Sem se importar com nada nem com ninguém ligou o carro e enquanto punha o cinto me beijou suavemente e sorriu.

Andamos por alguns quarteirões, Dani estava tranqüila, sorridente e mesmo analisando o trânsito por momentos me olhava e sorria.

-- Tem certeza que não vais me dizer onde vamos? – me atrevi a perguntar.

-- Mas tu é sempre curiosa assim ou estás com medo de um seqüestro? – retribuiu minha pergunta sorrindo.

-- Curiosa sempre fui e com medo de um seqüestro jamais. Bem que poderias realmente me seqüestrar. Juro que não iria pagar o meu resgate tão cedo.

-- Ah é? Então queres ser seqüestrada Senhora Claudia?

-- Por você? Sempre!

Dani dirigia atentamente. E eu apenas analisava suas feições, tranqüila e sorridente exatamente como sonhei no primeiro dia em que a vi.

-- Chegamos. Senhora curiosa! – disse estacionando o carro em frente ao Myrtô, nada menos que o restaurante mais elegante da cidade. E sem dúvida o mais caro.

-- Aqui? Mas nem estou vestida adequadamente para entrar nesse restaurante Dani. – falei com vergonha de meu pobre jeans surrado, camiseta da escola e um tênis colorido.

-- Realmente para onde eu queria mesmo te levar estás com roupa demais. Mas como não temos tempo, me contento em apenas almoçar e te deixar sã e salva na porta da escola às 13h: 20min. – disse me dando um beijo rápido e abrindo a porta do carro.

Imitando seu gesto, segui. Dani com uma pose incrível, muito bem vestida, óculos escuros, bolsa no antebraço, séria como uma estátua entregou a chave para o manobrista e com toda sua imponência entra no restaurante.

-- Joaquim, bom vê-lo. – sorrindo cumprimentou o pingüim que estava feito estátua na porta.

-- Dona Danielle. Por favor, me acompanhe. Sua mesa já está reservada.

-- Obrigada. – respondeu seguindo-o e eu atrás doida de vergonha.

E para a minha vergonha ainda ser maior a mesa era a última, bem ao lado da janela. Visão sem dúvida alguma muito privilegiada, mas sinceramente pelas roupas que eu estava vestindo poderia ser a primeira da porta.

-- Por gentileza – disse o senhor entregando-nos o cardápio – daqui alguns minutos o garçom virá atendê-las.

-- Obrigada, Joaquim. – encantadoramente sorriu a ele.

-- Com licença. – se despediu e atravessou novamente o salão com uma elegância impecável.

-- Então gostou da surpresa?

-- Só o fato de você ter aparecido na escola já me deixou muito mais que feliz.

-- Acostume-se. Odeio almoçar sozinha. – disse olhando-me com aquele olhar capaz de me derrubar de tanta felicidade. – Mas então o que gostaria de comer? – voltou a olhar o cardápio.

-- Você! – essa seria a resposta se eu tivesse intimidade. – Aceito sugestões.

-- Posso escolher mesmo?

-- Deve. Estou em suas mãos Danielle. – respondi sorrindo e paquerando aquela mulher.

-- Prefiro mais a agilidade das suas. – piscou o olho e sorrindo chamou o garçom.

-- Pois não, senhora? – Disse o rapaz muito solícito.

-- Queremos: carne de panela ao molho madeira, arroz branco com uma pitadinha de alho, batata sautée com ervas frescas e aquela salada verde temperada com molho rose..

-- Sim Senhora. Mais alguma coisa?

--  Sim. Tem como completar a salada com brócolis?

-- Sim senhora. E para beber?

-- Suco de laranja. – obrigada completou.

-- Boa pedida! – exclamei ao ver que almoçando com ela não passaria fome. Nem mais me contentaria com bolacha água e sal, como tinha feito nos últimos dias.

-- Gostou? – perguntou levantando uma sobrancelha.

-- Amei. Cada segundo com você é incrível.

-- Também gosto da tua companhia Claudia.

-- Parece um sonho estar aqui.

-- Mas não é. Realmente estou aqui em sua frente de carne e osso. Claro que mais carne que osso. – brincou. – Mas então me fale um pouco mais da tua vida.

-- Mais?

-- Sim mais. Quais são seus planos?

-- Planos para o meu futuro os únicos que faço é em relação aos meus estudos. Pretendo doutorado no próximo ano, mas preciso ter um Q.I. ainda não sei que rumo tomarei para entrar novamente na universidade.

-- E mestrado?

-- Fiz em Porto Alegre, um pouco antes de viajar.

-- Hum pensei que fosse na Nova Zelândia.

-- Não. Lá fui apenas para aprimorar meu inglês e complementar o meu currículo.

-- Somente isso? – perguntou dando espaço ao garçom que servia nosso almoço.

-- Sim somente.

-- E o que ou quem te levou pra lá?

-- Fui pra lá com Sandra. Minha ex. Ela sempre foi muito ambiciosa para o estudo, se informou com alguns colegas de faculdade, juntamos um dinheiro e fomos com o intuito de estudarmos e trabalharmos.

-- Hummm e  o que aconteceu com essa menina?

-- Encontrou uma inglesa e ficou pelo mundo.

-- E você sente saudade dela?

-- Sinto saudade de mim. Dos meus sonhos, da minha ingenuidade, ... Mas vamos esquecer isso e vamos acabar de saborear esse almoço que está uma delícia. – Tentei quebrar o assunto, que querendo ou não ainda me machucava.

Dani e eu almoçamos e antes mesmo do começo das aulas já estava na escola. Feliz da vida e mais apaixonada do que nunca.

***

Na escola conversei com Clarisse, assuntos referentes às turmas que teria naquela tarde.

-- Clau. Essa mulher que almoçou contigo não é a dona do Pet?

-- Ela mesma.

-- Mas ela é chegada a coisa? – perguntou arregalando os olhos.

-- Sinceramente não sei. Ela é apenas muito amiga da minha avó. Pelo que eu saiba, ela é até casada. – tentei desconversar.

-- Sim e o marido dela é um gato.

-- Xi to te estranhando Clarisse. Pensei que você gostasse de mulheres.

-- E gosto, mas não morrerei em achar homem bonito. Morrerei? – gargalhou – e não sabia que vocês eram amigas.

-- Como já te disse ela é muito amiga da minha avó. Moramos quase ao lado do Pet. – mais uma vez tentando fugir do assunto. 

-- Então tenta descobrir alguma coisa.

-- Deixa de ser fofoqueira Clarisse. – brinquei.

-- Claro Clau. Imagina se ela gostar da fruta. Também vou querer experimentar. – rindo comentou.

Eu que não achei muita graça.

-- Pode deixar Clarisse! – falei entre os dentes indo para minha sala.

A tarde passou voando. Assim como meu pensamento que de minuto a minuto visitava minha empresária.

Aquela sexta feira foi o máximo, mágica jamais sonhada antes. Não com toda surpresa que esperava...

A noite minha avó percebeu minha felicidade e quis saber de tudo nos mínimos detalhes. Sem vergonha contei do encontro, do almoço, do trabalho e dos planos futuros. Claro que não comentei com ela os planos de ter Dani ao meu lado, falei apenas em relação aos estudos.

O silêncio de Dani imperou naquela noite, sem saber se excelentíssimo havia ou não chegado de viagem adormeci na dúvida.



***

Suaves batidas na porta fizeram com que eu despertasse.

-- Clau? – disse vó Maria entrando ao quarto.

-- Oi. Aconteceu alguma coisa? – assustei. – Que horas são? – sentando na cama, bocejando ainda atordoada de sono.

-- Não aconteceu nada. Ainda é cedo. Apenas tens uma visita.

-- Visita vó quem?

-- Posso entrar? – vi minha deusa entrando no quarto, já pronta, maquiada usando uma saia jeans desbotada, a camiseta vermelha que eu havia customizado para ela, um top da mesma cor e uma sandália rasteira com umas pedras coloridas em cima.

-- Nossa que surpresa! – única coisa que consegui dizer morta de vergonha.

-- Pois então. Mais uma para te acostumares. Vim te buscar para passar o final de semana comigo. Aceita? – disse sentando-se na cama ao lado da Vó.

-- Final de semana? – Perguntei estranhando e ao mesmo tempo olhando pra minha véinha.

-- Podes ir minha filha. A vó ficará bem com a Isa.  – disse sorrindo.

-- Então. Vou.

-- Isso mesmo levante-se coloque uma roupa que te aguardo lá em baixo. – disse Dani levantando e indo em direção a porta.

-- Que nada. Quem esperará na cozinha serei eu. Enquanto vocês se arrumam, ou melhor, Clau se organiza estarei preparando o café. – Disse ela imitando Dani e sem vontade nenhuma de ouvir algo contra nos deixou no quarto.

-- Vamos lá guria agiliza. Quero sair daqui antes do meio dia. – Dani intimou.

-- Não mereço um beijo antes? – arrisquei.

-- Um beijo? Agora? – sorrindo e sentando novamente na cama beijou de leve meus lábios. – Aí está o beijo. – Disse levantando e saindo do quarto. – Te espero na cozinha.

Sozinha sem acreditar no que estava acontecendo. Corri pro banho juntei umas roupas na mochila, mesmo sem saber para onde iria e desci.

Encontrei Dani, Vó e Isa tomando café na cozinha.

-- Nossa nem me esperaram. – fingi tristeza.

-- Mas como esperar. Hoje pelo jeito está te sentindo uma noiva. – Isa brincou. – No tempo que levaste pra tomar banho eu desci tomei café e fumaria um cigarro. Isso se eu tivesse esse vicio deplorável.

-- Ainda bem que não tens né maninha. Bom Dia pra você também! – falei beijando seu rosto e largando a mochila em uma das cadeiras livres.

--  Nossa Isa deixa de ser faladeira! Clau nem demorou.

-- Dani tu não vale! Não pela atual circunstancia tua opinião não conta. – riu

-- E qual a atual circunstancia Isa? – perguntou com ar debochado.

-- Prefiro não comentar Dona Danielle. – Isa brincou e subindo as escadas comendo uma maçã nos deixou rindo na cozinha.

-- Mas então meninas aonde será o final de semana de vocês? – minha vó pergunta na maior naturalidade.

-- Em algum lugar bem tranqüilo Dª Maria. Mas não te preocupes lá o celular pega direitinho pode ligar a qualquer momento e é perto daqui. Precisou é só chamar. – disse Dani no maior mistério.

-- Nossa que lugar será este? – perguntei acabando de tomar o café.

-- Segredo, Senhorita Claudia! – disse já levantando – vamos?

-- Beijo vó. Tchau Isa. Gritei toda faceira e sai. Seguindo minha deusa.

O destino? Não sei só sei que com ela será fantástico!


2 comentários:

  1. aiai... esse final de semana até eu queria :D

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  2. Amei o conto... ainda bem que peguei no inicio... que dias vc costuma postar? preciso saber do resto...

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