No
carro Dani dirigia distraidamente com sua mão em minha perna, pouco falávamos,
apenas me atrevi a perguntar para onde iríamos, mas não obtive resposta a não
ser um belo sorriso.
Meu
inconsciente, (um velho, barrigudo, careca e com barba grisalha), pulava de
tanta felicidade, e quando via a nuvem que representava o marido de Claudia em
cima de sua cabeça pulava segurando as calças com uma mão e com a outra
empurrava a dita cuja escura para outro lado. Assim podendo ser iluminado pelo
sol da descontração novamente.
Chegamos
ao local após ficarmos quarenta minutos em uma balsa GIGANTE, capaz de carregar
dois carros por vez até uma ilha encantadora, aparentemente desabitada.
Quando
desembarcamos Dani se dirige a uma trilha para carros. Pelas janelas só víamos
árvores, e na frente marca de pneus mostrando que não éramos as únicas a
andarmos por aquele caminho.
Minutos
depois deparamo-nos com uma bifurcação. Dani como eximia conhecedora do local
virou à direita. Andando mais alguns metros, parou em frente a uma porteira.
-- Abre
pra mim? – pediu.
-- Sim,
mas não tem perigo aqui? Não há animais selvagens? – perguntei realmente com
certo receio, pois estávamos em uma floresta.
--
Claro que não Claudia. Se houvesse jamais te pediria tal favor. –
tranqüilizando-me.
Abri e
fechei a porteira dando continuidade à estrada.
--
Chegamos. – Disse em frente a uma bela casa estilo colonial, grande como a dela
de praia.
--
Nossa linda casa. – única coisa que consegui exclamar.
--
Realmente. – disse abrindo a porta do carro, sendo recebida por um casal.
--
Danielle. Que bom que vieste. – falou a senhora com um sorriso de orelha a
orelha
-- Tudo
bem Jandira? – abraçando-a cumprimentou. –- Sebastião – abraçou o senhor.
-- Dani
há quanto tempo não vinhas aqui? Quando recebi teu telefonema avisando que
virias fiquei muito feliz. – Disse a senhora com olhar carinho.
-- E
essa bela mulher quem é? – Sebastião me observava.
-- Essa
é Claudia, uma grande amiga, que merece um final de semana de descanso assim
como eu. Por isso aqui estamos. – Dani respondeu chamando-me para perto.
--
Muito bom. Mas, por favor, entrem! - Jandira indicou o caminho.
Entramos
na sala, rusticamente mobiliada. A nossa esquerda um belo oratório, uma mesa
para oito pessoas, uma cristaleira com inúmeras peças de cristais, a direita
uma sala com estofados brancos, almofadas e xales em tom pastel, mesas de
centro e de canto de madeira pintada em tom terroso, uma lareira no canto e ao
centro da parede um hack com televisão, vídeo cassete, DVD, vídeo game, enfim
inúmeros aparelhos eletrônicos. A parede ao lado uma imensa janela de vidro que
tornava possível observar o belo jardim e a piscina.
--
Nossa Jandira. Parece que eu nunca saí daqui. Nada mudou nesses anos todos. –
Dani falou sentando-se confortavelmente enquanto Sebastião tirava nossas
bagagens do carro.
--
Verdade Dani. Parece que foi ontem que tu e teus irmãos corriam descalços por
ai. – Jandira sorriu ao lembrar. – Mas sente-se Claudia, estás em casa. –
disse-me ela ao ver-me ainda em pé admirando a beleza do lugar.
-- E o
pai tem aparecido?
-- Como
te falei ontem ao telefone. Ele apareceu tem uns quinze dias trouxeram as
compras do mês, mas não posou por aqui. A senhora Julia não se interessa muito
pelo campo.
-- Também
trouxe algumas coisas – disse Dani – E aquela bruxa não se interessa por nada.
Apenas por desmanchar família. – comentou indo em direção ao corredor. –
Sebastião? – O chamou.
-- Sim
Dani.
--
Sebastião tu e Jandira estão de folga este final de semana, gostaria que vocês
fossem para a cidade. – praticamente ordenou.
-- Mas
Dani, nós somos pagos para auxiliar quem quiser usar a casa. – Jandira
explicou.
-- Sei
disso, mas não há necessidade. Conheço isso aqui como a palma da minha mão,
Claudia e eu somos crescidinhas e podemos ficar sozinhas.
-- Mas
o carro está com problema. – interveio ele.
--
Podem usar o meu. – estendendo a chave em sua direção.
--
Capaz Dani.
-- Por
favor, insisto. Realmente gostaríamos de ficar sozinhas.
-- Ah
então podemos passar o final de semana na casa da Ana, vamos Tião. – Jandira
pediu ao marido.
-- Se
Dani quer assim, iremos de bom grado. To doido de saudade dos piá. – disse ele
rindo.
Dani me
mostrou a casa enquanto eles se organizavam para sair. Realmente coisa de outro
mundo que não era o meu. Moveis projetados exclusivamente para cada peça.
Equipamentos na cozinha que nem sabia como se usava.
Eles
não demoraram muito a se distanciar da ilha, deixando-nos sozinhas, para o meu
alívio.
--
Nossa Dani que legal isso aqui. Acha que eles não desconfiarão de nada?
-- Não
acredito. E também se desconfiarem não tem problema. Eles trabalham pro meu pai
há mais de trinta anos. Sempre foram muito discretos.
-- E
essa ilha é do teu pai?
--
Metade dela sim. Mas não quero falar sobre isso. Que tal um banho de piscina? –
disse abrindo a porta de vidro, a que eu pensava que era janela, já tirando a
blusa e a minissaia ficando apenas de biquíni. – Venha! – me chamou percebendo
que eu não tinha saído do lugar.
--
Estou sem roupa de banho. Está na mochila. – expliquei me aproximando da borda
da piscina e agachada a observei.
Dani
não esperou minha resposta. Mergulhou como se fosse uma sereia. Voltando a
superfície, não falou nada apenas deu uma torcida no cabelo e com o dedo fez
sinal me chamando.
-- Vou
pôr minha roupa de banho. – levantei com intenção de ir até o quarto onde
minhas coisas estavam.
-- Ei.
– Chamou
--
Mereço um beijo antes? – disse aproximando-se.
--
Todos. – Fui ao seu encontro.
Mal
colei meus lábios no dela, sentindo um arrepio na espinha e sua mão me puxando
cai na água. Abafei sua gargalhada com um beijo. Sentindo seu corpo ali,
praticamente nu ao meu lado aumentei a intensidade do beijo e dei vida às
minhas mãos, que percorriam cada detalhe daquele corpo.
Dani
retribuía o beijo e mostrando-se inteiramente entregue tirou minha camiseta,
meu sutiã, minha bermuda deixando-me apenas de calcinha. No mesmo embalo a despi.
Por
minutos sentia apenas nossas peles roçando, minha boca beijava, sugava seu
pescoço enquanto minhas mãos vasculhavam seu corpo. Quando toquei seu sexo,
Dani puxou meu cabelo e sem se importar com o barulho gemeu deliciosamente.
Abriu um pouco mais suas pernas para facilitar meu toque em sua buceta
completamente melada. Seu grelo duro convidava o meu toque. E com movimentos
circulares o friccionava levando não somente Dani ao êxtase, mas também ficando
doida por ela.
--
Nossa que delicia de toque! – falava enquanto me beijava. – sabe que eu amo o
teu toque? Tuas mãos? E a maneira que consegue me levar à loucura? O que tens
que me encanta? Como consegues me enfeitiçar desse jeito? – falava enquanto
roçava seu sexo em minha mão.
Já
sentindo minha garganta seca, a levantei e a deitei na borda da piscina, Dani
ali relaxada, abriu as pernas facilitando minha visão, daquele sexo com pele
rosada, pêlos pubianos raspados em forma de triângulo devidamente aparados em
um cumprimento ideal (nem tão cerrado a ponto de arranhar, nem tão grande a
ponto de desprender da pele), seu grelo grande e duro chamava minha língua e
sua buceta chamava meu toque.
Atendendo
ao pedido, abri seus grandes lábios, e levemente passei minha língua pelo seu
sexo. Na entrada suguei seu mel, enfiei minha língua antes de chegar ao seu
grelo.
Dani se
contorcia e se esfregava em meu rosto. Facilitando a chupada e o toque de dois
dedos entrando e saindo.
-- Vai
Clau! Não pára! Chupa! Chupa gostoso vai! Assim! Isso! Nossa que delicia! –
falava enquanto rebolava em minha boca – Ai Clau! Não pára! Suga! Suga! ...
Sentindo
suas mãos puxando meus cabelos fiz o que ela pediu parando apenas quando senti
seu corpo tremer, seu gozo brotar em meus dedos e seu gemido saindo de forma
descompassada de acordo com sua respiração fora de ritmo.
Suas
pernas tremiam de segundos a segundos.
--
Nossa que delicia! – falou antes de me sentir em cima dela beijando sua boca
suavemente. Única parte dos nossos corpos que se tocavam era nossos seios e
nossas bocas.
-- Roça
essa buceta em mim! – pediu.
Abrindo
meus grandes lábios no mesmo momento em que ela abria os dela, encostei nossos
grelos. E de leve pressionava o meu.
Sentindo
seu corpo em baixo do meu roçava minha pele na dela, beijava sua boca e sentia
o tesão aumentando.
--
Delicia! – dizia movimentando seu corpo no mesmo ritmo que o meu.
-- Você
que é uma delicia. É tudo o que sempre sonhei...
-- Então
roça esse grelo no meu, me faz gozar de novo. – palavras de Dani que me levavam
a loucura. Sem conseguir controlar soltei meu gozo pressionando um pouco mais
forte meu grelo no dela.
-- Isso
minha branquinha não pára! Vou gozar de novo! Isso! Assim!
Sem
parar meu movimento vi Dani gozar de novo.
Seu
coração batia tão descompassado como o meu. Sua respiração acelerada demorou um
pouco a voltar ao normal.
Deitada
ao seu lado descansei analisando seu corpo, seu rosto, seu sorriso, seus olhos,
que brilhavam de uma maneira única.
-- O
que eu falei é verdade Claudia. Eu não sei o que tu fazes comigo o poder que
tens sobre o meu corpo. O teu olhar me desmorona, o teu toque me leva a
loucura.
“Amor”
era isso que eu queria ter dito realmente eu amava aquela mulher. Mesmo
conhecendo há menos de um mês. Mesmo encontrando com ela apenas pela segunda ou
terceira vez, já me via encantada...
--
Realmente não sei Dani. Sei que assim como mexo com você, você mexe comigo.
Beijei
seus lábios com carinho. Pressionei seu corpo contra o meu e senti o seu abraço
apertado me envolvendo.
-- Esse
piso está quente. – reclamou.
-- Então
vamos pra água.
-- Sim,
mas antes passa bloqueador em mim? – pediu já levantando e caminhando em
direção a sua bolsa para pegar a bisnaga.
Entregando
o tubo em minhas mãos e parando a minha frente, espalhei o creme por todo seu
corpo, quando passei entre suas pernas, não me contive e mais uma vez abri seus
grandes lábios e passei minha língua em seu grelo.
--
Safada! Tu gostas de provocar com essa boca tentadora né? – Falou sorrindo.
-- Na
verdade não gosto de provocar. Gosto do teu corpo, do teu gosto da tua voz do
teu gemido... – falei beijando e abraçando aquele corpo que tinha acabado de
ser meu.
-- Eu
também amo tudo isso em ti. Agora me dê aqui esse tudo, que eu preciso cuidar
dessa pele deliciosa. – falou espalhando o bloqueador em minha pele. – Fome? –
perguntou assim que acabou de passar.
-- Não.
E você?
-- Óbvio
fazer amor abre o meu apetite.
“FAZER
AMOR?” Será que ouvi bem? – fiquei pensando enquanto ela foi à cozinha e
retornar com uma bandeja de frutas.
Por ali
ficamos por algumas horas, comendo, namorando, nos banhando. Quando o sol
começou a baixar entramos para casa. Dani foi para o banho enquanto eu
preparava um macarrão ao molho de camarão para comermos. Quando ela saiu do
banho tudo já estava quase pronto.
-- Ei.
Vai pro banho enquanto eu termino aqui. – disse-me abraçando por trás.
--
Sério? Você sabe cozinhar? – perguntei virando-me de frente pra ela.
--
Claro tenho até curso de culinária pelo SENAC. – riu piscando o olho.
--
Então estou indo.
***
Após um
banho relaxante, encontrei Dani com a mesa posta. O cheiro de camarão exalava
pela casa, ela usava um vestido amarelo, que contrastava com a cor de sua pele
queimada do sol, nos pulsos cordas trançadas, combinando com brincos
artesanais, mas infelizmente o anel de ouro continuava no dedo.
--
Nossa que linda! – falou assim que me viu.
--
Bobagem. Estou normal. – falei mostrando minha camiseta e minha bermuda.
-- Mas
essas tatuagens? Sabia que elas me deixam doida? – disse beijando-me.
-- Não
muitas. Apenas seis. – falei mostrando algumas.
-- Seis
e achas isso pouco?
-- Sim.
Mas não te preocupas não pretendo fazer mais.
--
Ainda bem. – riu – então vamos comer?
Sentamos
ao redor da mesa e jantamos.
***
Após o
jantar Dani e eu sentamos na varanda. Seu corpo grudado ao meu, o cheiro de sua
pele suavemente alimentava meus instintos. Seu pescoço próximo a minha boca
chamava meu beijo.
-- O
que estás pensando? – perguntou a me ver quieta.
--
Analisando a lua.
--
Sério?
--
Gostas da lua?
-- Sim.
Acredito que ela é mágica, que ela é o ventre da terra, isso segundo as
ciências ocultas*. De lá partem todos os espíritos para a encarnação e para lá
retornam após a morte em um ciclo que se renova. Por isso acredito que a lua está ligada ao
ventre feminino, tanto que se observarmos, na fase crescente ela parece estar
presa ao firmamento, assim como um embrião em desenvolvimento.
--
Nossa nunca tinha observado, nem se quer imaginado tal coisa.
-- Eu
também não. Fiz a associação lendo Sylvia Plath, uma poetiza norte americana
que cita muito a lua em seus poemas.
--
Sério?
-- Sim.
Sabes que um dos mais importantes poemas do século XX é dela? Chama-se Ariel
foi escrito oito meses antes de seu suicídio. E publicado postumamente.
--
Nossa já vi que tenho muito que aprender contigo. – disse virando-se de frente
pra mim beijando meus lábios.
-- Que
nada, apenas conhecimento oco.
-- Oco?
Achas que poesia é oca?
-- Sim.
De que adianta saber poesias, e não ter a quem recitá-las?
--
Agora tens! – sorriso mais belo do mundo acompanhado do beijo mais gostoso.
Tenho? Até quando? Por onde anda o marido
dela? Que medo é esse que tenho de perguntar? Acho que tenho medo é de perder o
pouco que ela tem a me oferecer. Se eu tocar no assunto a noite pode terminar.
O encanto pode sumir... Até quando posso cobrar? – perguntas, pensamentos que meu inconsciente me fazia,
olhando friamente por cima dos óculos enquanto Dani beijava e acarinhava meu
corpo. Sacudindo minha cabeça como em desenhos animados para que o pensamento disperse
voltei à realidade e aproveitei seus carinhos.
· ***
Segundo o livro de Juliet Sharman-Burke – The
New Complete Book of TAROT
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